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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A CÉSAR O QUE E DE CÉSAR E A DEUS O QUE É DE DEUS

Muitos resistem em admitir a verdade de que o ser humano tudo pode, porque pensam que se está a tirar de Deus o que é de Deus. – E Deus onde é que fica nisso tudo? – perguntam.
Deus é criador de tudo e de todos, portanto superior a tudo e a todos. Determinou, no entanto, as leis pelas quais são regidos o seu universo e a vida humana. E concedeu a liberdade para que as acções humanas ganhem grandeza e valor.
Sem liberdade, você seria apenas um robô de Deus.
Sem leis, estaria sem rumo e sem possibilidade de auto-realização.
A liberdade para usar ou não a lei, para a empregar de forma positiva ou negativa, faz do homem o autor da própria vida e o responsável pelo seu fazer.
Quando alguém diz: Eu, por mim, nada peço; deixo para Deus; aceito tudo como obra de Deus – está a cometer grave ignorância.
Deus não lhe aparece todas as manhãs com a lista do que você deve fazer durante o dia.
Criou-o à sua imagem e semelhança, deu-lhe inteligência, lucidez, discernimento, capacidade criadora, direito de opção e de escolha, liberdade, estabeleceu as leis que sinalizam o caminho, e delegou-lhe o poder divino para que possa realizar a vida exactamente como deseja.
Deus, pois, age em si através de si e não em sua substituição. Deus ditou as regras.
A si compete seguir livremente pelo caminho.
A Deus o que é de Deus.
A si o que é seu.

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